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Segurança do trabalho-SESMT

O SESMT foi criado em 27/07/1972, em um momento que o Brasil era o campeão mundial em acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Diante da situação crítica que o país se encontrava, o governo precisava adotar uma medida de impacto para reverter aquele quadro. Havia também uma pressão externa da Organização Internacional do Trabalho, e como alternativa foi instituído a criação do SESMT, por força de lei. No começo, o SESMT enfrentou muitas dificuldades, já que era uma experiência nova e sem precedentes em outros países. Foi um modelo 100% brasileiro. Essa condição forçou os primeiros profissionais, formados através de um plano emergencial, a serem autodidatas na forma de se fazer segurança e saúde no trabalho. Outro problema enfrentado nesse início foi a dificuldade em se delinear o espaço a ser ocupado.
Também faltava aceitação e entendimento, tanto por parte dos empregadores quanto dos trabalhadores. Ao longo do tempo, foi havendo um acúmulo de experiências, e hoje já somos referências para vários países nesse quesito. Temos uma vasta literatura e uma realidade muito diferente. O SESMT também impulsionou a CIPA com tamanha mobilização, que em 1978 passou a figurar na Constituição Federal. Os profissionais foram buscando uma linha de ação para padronizar a conduta profissional. Mas ainda hoje há a necessidade de se estimular a prática de uma conduta uniformizada e desenvolver o sentimento ético nos profissionais para obter melhores resultados no serviço.
A criação do SESMT também teve reflexo social. As empresas vivenciavam relações desumanas entre o trabalho e a qualidade de vida. Os sindicatos estavam muito mais envolvidos com outras questões. O trabalhador tinha visão conformista, como se o risco fosse inerente ao trabalho. No entanto, essa relação mudou. Hoje temos um forte aliado que é o trabalhador, que não aceita se expor a condições desumanas e cobra ações concretas. A realidade atual também faz com que o profissional especializado tenha que agregar as ações de segurança ao negócio da empresa. Afinal, se a empresa não investe em SST, isso acaba refletindo negativamente no seu produto. É necessário se dar atenção à prevenção, e nisso entra o profssional especializado com seu conhecimento técnico. Apesar dos avanços ocorridos, ainda temos que ampliar as ações técnicas dos profissionais de segurança e saúde para todas as frentes de trabalho, contemplando as pequenas e médias empresas, que não são obrigadas a contratar profissional especializado, embora tenham que desenvolver ações prevencionistas. Só que não há uma política clara, objetiva e transparente de responsabilização técnica da aplicação desse profissional especializado. O que nó queremos é a universalização das ações técnicas, atendendo a todos os trabalhadores e controle social. O modelo atual oferece cobertura de forma objetiva para somente 1% da empresas, que são as de grande porte enquadradas na obrigatoriedade a contratação de SESMT próprio.
Também temos que destacar que, entre os quatro níveis profissionais de formação do SESMT – técnicos e engenheiro e segurança, médicos e profissionais da enfermagem do trabalho, os que mais se expuseram ao longo de 32 anos e continuam na linha de frente são os técnicos de segurança do trabalho. Mesmo porque correspondemos a 80% dos profissionais especializados e estamos em caráter presencial nas frentes de trabalho de forma habitual. Portanto, é de extrema importância que o exercício dessa profissão seja respeitado e realizado com responsabilidade



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